Jornadas Sociais lembram Direitos Humanos

Jornadas Sociais lembram Direitos Humanos

A Misericórdia realizou, ontem, no Consulado-Geral de Portugal em Paris, as suas Jornadas Sociais anuais, um espaço de debate, reflexão e partilha dedicado aos desafios concretos vividos pela comunidade portuguesa e lusófona em França. Desde a sua criação, estas jornadas constituem um complemento essencial ao plano de ação social da instituição, alicerçado numa abordagem de proximidade.

O tema deste ano “As Obras da Misericórdia e os Direitos Humanos” centrou-se na fragilidade crescente da solidariedade institucional. Manuel Dias, vice-presidente da Liga dos Direitos do Homem em Bordéus, destacou que a ajuda mais eficaz permanece interpessoal, no seio das famílias e das associações, alertando para a excessiva burocratização das estruturas públicas.

A Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Mónica Lisboa, sublinhou a urgência de recuperar um sentido de cuidado: “Temos de ir a tempo de olhar para o outro, cuidar do próximo e participar nestas jornadas sociais.”

A Provedora da Misericórdia de Paris, Ilda Nunes, reforçou o valor do voluntariado e da empatia: “Se formos mais, haverá menos pobreza. A pobreza é também solidão, doença, isolamento e falta de mobilidade. Há tantas formas de ajudar.”

O encontro encerrou com um momento simbólico: a interpretação de “Grândola Vila Morena” por Francisco Fanhais, com os participantes de pé, num gesto de união. Seguiu-se um convívio com gastronomia portuguesa e vinho do Porto.

Esta iniciativa reforça um compromisso central: combater desigualdades, fortalecer a cidadania e construir uma comunidade mais justa, humana e solidária.

Artigo completo no Jornal das Comunidades Lusófonas: https://jornalcomunidades.pt/exclusivo-jornada-sociais-da-misericordia-de-paris/